terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pão de trigo para o Lugnasad

Lugnasad sem pão, não é Lugnasad! Seja para servir de alimento ou ser ofertado, o pão é uma peça fundamental nas celebrações do Lugnasad. Como um festival da primeira colheita – que obviamente inclui a colheita de grãos – o pão era o sinal da fartura de grãos colhidos para os gaélicos, seja o trigo, o centeio, a cevada ou aveia, onde todos eles podem ser transformados magicamente em pães, ou outras variações, como os famosos bannocks gaélicos. A receita que vou ensinar hoje é o do pão de trigo, feito com ingredientes que qualquer um deve ter em casa, e que, apesar do modo de preparo ser simples, alguns cuidados devem ser tomados, e vou compartilhar com vocês alguns segredos que aprendi com meus erros no preparo desse pão (duas vezes “solado”!)

domingo, 31 de janeiro de 2016

O início da primavera e os ritos de Brigid



O início da primavera e os ritos de Brigid

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Fonte: Irish Garden Tour

                Sabe-se que os festivais gaélicos têm suas datas que se confundem com o calendário agrícola e sazonal, desta forma, é de se esperar que o início (bem o início mesmo) da primavera também tinha seu próprio festival, assim como atividades campestres, tradições e costumes associados com o dia. Assim, o Imbolc ou o Lá Fhéile Bríde (como é conhecido na Irlanda), marca esse início de primavera, assim como o início das atividades agrícolas – é também um lembrete que logo o leite das vacas estaria novamente disponível após uma estação sem uma das principais fontes de alimento da dieta gaélica, e claro, o festival em honra a uma divindade tão amada pelo seu povo, que nem o cristianismo foi capaz de tirar da memória dos gaélicos a antiga deusa pagã do fogo: Brigid.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Selkies



Selkies

Uma Selkie. Fonte: Selina Fenech. 
 
                Dentre os muitos seres encantados que abundam na mitologia e nos contos gaélicos, encontramos os adoráveis Selkies, nome que vem de uma da antiga língua inglesa, seolh, que significa ‘foca’. Como seu nome sugere, são focas encantadas que tem a habilidade de se transformarem em humanos quando retiram suas peles encantadas, e podem voltar para o mar onde se transformarão novamente em focas enquanto mantiverem suas peles seguras, sem que ninguém as roube. Essas criaturas pertencem ao folclore da Irlanda, Escócia e Ilhas Feroé (cujo povo é uma mistura de nórdicos e gaélicos), mas parece-me que a origem das lendas sobre esses seres é nórdica, por dois motivos: primeiro pela etimologia do seu nome que vem do inglês antigo, e depois que, os lugares onde mais abundam as lendas e relatos sobre essas criaturas são as áreas escocesas que tiveram uma forte influência nórdica – Orkney e Shetland.